Geriatria Veterinária

Os animais de companhia passaram do quintal para o convívio diário e intenso com seres humanos. Essa relação passou a crescer devido a pessoas passarem a viver sozinhas, mais casais optarem por não terem filhos e a demanda por espaço diminuir. Atualmente, o termo “família multiespécie” é um reflexo do que os Pets se tornaram. Como tudo na vida essa aproximação tem lados positivos e negativos. Doenças humanas como depressão, ansiedade e pânico são alguns exemplos de que essa rotina atrelada aos humanos trouxe problemas. Entretanto, um levantamento feito pelo Hospital Veterinário Sena Madureira mostra que dos anos 1980 pra cá a expectativa de vida de pequenos animais cresceu significativamente, fato esse que contribuiu para que o Médico Veterinário buscasse uma nova especialização dedicada a cuidar somente dos animais idosos, a geriatria veterinária.

Os principais fatores que permitiram esse salto na expectativa de vida dos animais foram os grandes avanços em diagnóstico e tratamento, pesquisas recentes da medicina veterinária, o progresso da farmacologia especializada e a observação mais atenta e precisa dos tutores em relação aos seus companheiros. É claro que as visitas mais frequentes aos veterinários, a alimentação balanceada e especialmente estudada, as vacinas e os cuidados diários contribuíram significativamente para que esse quadro se estabelecesse no Brasil. Definir exatamente o que é um paciente geriátrico é bastante relativo, isso porque há variações na expectativa de vida para diferentes raças e espécies. Basicamente os cuidados geriátricos devem começar aos 7 anos de idade, variando conforme anteriormente citado.

A principal preocupação do Médico Veterinário Geriatra é garantir qualidade de vida e reduzir riscos em seus pacientes. Entretanto, apesar de trazer algumas doenças a senilidade não deve ser considerada um problema patológico, mas um processo biológico, com consequências na redução da capacidade de reserva, capacidade de regeneração e capacidade de compensação por determinados órgãos que eventualmente resultam no desencadeamento de doenças que podem ser consideradas como características de um animal em sua fase geriátrica. Dentre as principais desordens que podem acometer os animais idosos estão: neoplasias, relacionadas diferentemente a cada espécie e porte; catarata; colesterol alto; diabetes; insuficiência renal; cardiopatias; osteopatias, tais como discoespondilite, artrite e artrose; obesidade e problemas endócrinos relacionados à mesma; surdez; urolitíase; anemia; incontinência urinária; hepatopatias; doenças de próstata; déficits cognitivos e alterações comportamentais; e em estudo recente fora evidenciado a incidência de demência apelidada de “Alzheimer Canino”.

A importância no desenvolvimento desse ramo Veterinário se dá na garantia de qualidade de vida dos animais de companhia e também na necessidade de avaliar cuidadosamente os mesmos, como por exemplo, em procedimentos cirúrgicos e anestesias, fármacos que podem ou não serem utilizados e em quais vias devem ser ministradas, prevenção – diagnóstico – tratamento – prognóstico de neoplasias, formulação cuidadosa de protocolos para animais idosos, entre outros. O médico veterinário deve estar ciente que o paciente senil é delicado e seus tutores necessitam de orientação sobre como proceder e de todo o suporte emocional possível para que possam evitar surpresas ou contratempos.

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